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Anti-pulgas e Carrapaticidas
O
cachorrinho se coça, se coça… Quase arranca as orelhas! E,
quando você menos espera, a pulguinha já está mordendo seu nenê,
como naquele velho comercial de inseticida. Esses insetos danados que abocanham sem piedade vários animais e também a espécie
humana, além de serem um grande incômodo, transmitem doenças
para cães e gatos. Sua picada pode provocar alergia (na forma de
dermatites) e servir de porta de entrada ao Dipilidium caninum, uma
espécie de parasita que causa anemia, pêlos quebradiços e diminui
a resistência do animal, entre outros efeitos nada agradáveis.
Há várias espécies
de pulgas, mas as duas mais comuns são a Ctenocephalides canis
(pulga de cão) e a Ctenocephalides felis (pulga de gato). Tanto uma
quanto outra adoram ambientes úmidos e quentes e também gostam de
ficar em contato direto com o animal, infernizando-o. Se algum dia
você ouviu a história de que a pulga de cachorro e gato não ataca
os humanos, esqueça. Na falta de hospedeiros caninos ou felinos,
quando estão famintas, elas também se fartam com pessoas.
As pulgas cumprem
um ciclo invariável. Após o banquete ou seja, depois de se
alimentar de sangue, a pulga coloca seus ovos pela casa:
carpetes, frestas de assoalhos, panos onde os animais dormem são os
lugares preferidos. Ovos espalhados, dentro de dois a doze dias
nascem as larvas, que se transformam em pupas e, estas, mais tarde,
em pulgas. As larvas podem se manter durante um período de até
quase um ano esperando pupas. Enquanto isso vão se alimentando de
restos orgânicos. Até os pêlos dos próprios animais lhes servem
de petisco. Quando as pupas viram pulgas, aguardam nos móveis e
carpetes a chegada do hospedeiro. Assim que aparece um, ela dá seu
famoso pulo e recomeça o ciclo. Uma pulga adulta pode viver até um
ano, sempre se alimentando e produzindo novos ovos.
O
que fazer em casos graves de infestação
O primeiro passo é
agir rapidamente ao constatar que o seu animal de estimação está
infestado. O controle da praga deve ser integrado, ou seja, tanto do
animal quanto do meio ambiente. Limpe bem a casa e o local onde o cão
ou o gato dormem, passe aspirador de pó todos os dias
principalmente em tapetes e carpetes. Em casos graves de infestação,
o recomendável é dedetizar o ambiente interno e externo (repetir a
dedetização após quinze dias), mantendo o animal e a família em
outro ambiente durante o tempo necessário por causa do risco de
intoxicação.
Para o tratamento
do animal há produtos que agem regulando o crescimento das pulgas,
eliminando seus ovos, e os chamados adulticidas (matam a própria
pulga). Muitas vezes, é necessária a combinação de todos eles,
encontrados na forma de xampus, sabonetes, talcos ou pílulas.
Há também os
produtos pour-on, mais modernos, que são aplicados na pele do
animal. Geralmente uma única dose sobre a nuca, para evitar que ele
lamba o produto e se intoxique. Os pour-on são absorvidos pelo
organismo, permanecendo na corrente circulatória. Quando a pulga
suga o sangue do animal, também ingere a substância. Com isso, seu
ciclo não terá continuidade.
Para controle e
tratamento adequado, procure o veterinário. Ele indicará o caminho
mais correto para vencer a batalha contra as pulgas, esses seres tão
pequenos e, ao mesmo tempo, tão incômodos.
A
prevenção de novas infestações se faz mantendo o ambiente limpo
e sempre inspecionando seu cão ou gato, para ver se não há a
presença das temíveis sanguessuguinhas.
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